O ministro Alexandre de Moraes negou o recurso da defesa de Jair Bolsonaro contra a pena de 27 anos por tentativa de golpe. Confira os detalhes.
Nesta sexta-feira (19), o cenário jurídico para o ex-presidente Jair Bolsonaro tornou-se ainda mais crítico. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o recurso da defesa que tentava reverter a condenação por tentativa de golpe de Estado.
Com a decisão, a pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado segue firme.
Por que o STF barrou o recurso?
A defesa de Bolsonaro tentou utilizar os chamados embargos infringentes. Esse recurso serviria para levar o caso ao Plenário (com os 11 ministros), na esperança de uma revisão da sentença.
No entanto, Moraes explicou que o pedido é juridicamente inválido. De acordo com o regimento do STF:
- Para aceitar esse recurso, seriam necessários ao menos dois votos favoráveis à absolvição na Turma original.
- Como o placar foi de 4 a 1 (apenas o ministro Luiz Fux votou pela absolvição parcial), a tentativa foi considerada “manifestamente inadmissível”.
O ministro foi além e classificou a manobra como “protelatória”, ou seja, apenas uma tentativa de ganhar tempo e atrasar o inevitável trânsito em julgado do processo.
Relembre os crimes da condenação
O ex-presidente foi condenado em setembro de 2025 pelos seguintes crimes:
- Tentativa de golpe de Estado;
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Associação criminosa armada;
- Dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Além da prisão, ele e outros réus (como o general Augusto Heleno) devem pagar uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
O que acontece agora?
Atualmente, Bolsonaro já cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Com a rejeição deste recurso, as chances de uma reviravolta jurídica são praticamente nulas. O foco da Justiça agora se volta para o encerramento formal do processo e a busca por outros envolvidos, como o ex-deputado Alexandre Ramagem, que segue foragido.

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