Frequentemente alvo de debates acalorados nas redes sociais, a Lei Rouanet (Lei de Incentivo à Cultura) tem números que vão muito além da ideologia. Dados recentes confirmam que o mecanismo funciona como um poderoso motor econômico, devolvendo ao Estado muito mais do que o valor renunciado em impostos.
Ao contrário do senso comum, o investimento em cultura gera um efeito multiplicador que movimenta dezenas de setores da economia nacional.
O Retorno sobre o Investimento (ROI)
Estudos de impacto econômico revelam que cada R$ 1,00 investido por meio da Lei Rouanet pode gerar um retorno de até R$ 1,59 para a economia local. Isso acontece porque o dinheiro não fica parado nas mãos dos artistas; ele circula.
Quando um projeto cultural é realizado, ele contrata:
- Equipes técnicas (som, luz, montagem);
- Serviços de transporte e logística;
- Segurança e limpeza;
- Hotelaria e alimentação.
Geração de Empregos e Renda
A economia criativa é hoje uma das maiores empregadoras do país. A Lei Rouanet é responsável por sustentar uma cadeia produtiva que envolve milhares de micro e pequenas empresas. O retorno bilionário mencionado nos balanços oficiais refere-se à soma de impostos indiretos gerados pelo consumo ao redor dos eventos, além do crescimento do PIB cultural.
Cultura como Ativo Estratégico
Para o Brasil, a cultura não é um gasto, mas um ativo estratégico. Além de preservar a identidade nacional, ela projeta a imagem do país no exterior, atraindo turismo e investimentos estrangeiros.
O debate sobre a Rouanet precisa evoluir do “quem recebe” para o “quanto o país ganha”. Os dados mostram que, sem esse incentivo, o prejuízo não seria apenas cultural, mas severamente econômico.
